Todavia Ficou Trabalhoso, E Já?


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A denúncia do dia é estarrecedora. No estatuto do clube está muito claro. Dirigentes ou conselheiros não podem ter ligações financeiras com o clube. Daí o escândalo do mês passado quando o grupo de Juvenal divulgou a relação entre Aidar, Cinira Maturana e a Puma. O presidente estava cogitando pagar 20% do contrato da fabricante de equipamento esportivo para a sua namorada, intermediária do negócio.


Com a comissão prevista em contrato, Carlos Miguel não teve outra saída. A não ser conferir a história. Citou que, quando começou a negociação, ambos ainda não namoravam. Mas os conselheiros não perdoaram. A pressão foi imensa. Aidar cancelou o negócio com a Puma. E a TML Tema Consultoria e Assessoria Empresarial Limitada, corporação de Cinira, divulgou uma nota, super bem escrita, garantindo que não negociaria mais com o São Paulo Futebol Clube. A ala que apoia Juvenal vibrou com o vexame. Como se não respeitável o clube ter sido desmoralizado publicamente.


O respeitável foi o desgaste de Aidar. O lado de Carlos Miguel prometeu troco. Ele chegaria. E logo. Em razão de ele veio. O presidente chegou a falar dessa maneira que assumiu a presidência que o clube usava um certo posto de gasolina de um conselheiro. Ele seria ligado a Juvêncio. Os dados vieram à tona hoje. 140 mil em 2014. Nestes anos todos, o presidente era Juvenal Juvêncio.


O dono do Auto Posto dois mil tem nome e sobrenome. Roberto Natel. Ele era vice presidente e conselheiro vitalício do São Paulo. Roberto é sobrinho-neto do histórico governador de São Paulo, Laudo Natel, um dos maiores responsáveis pelo Morumbi. Sem saída, Roberto confirma as denúncias. Seu posto fornecia combustível para os automóveis e ônibus do São Paulo. Eles só poderiam abastecer em São Paulo no seu estabelecimento.


A única alegação é em relação aos números. Diz que foram manipulados. 70 mil por ano com gasolina. De verdade, não importa a diferença nos números. O que pesa é a aparência do vice presidente vendendo combustível, tendo uma ligação comercial com o clube. É alguma coisa visível no estatuto do São Paulo Futebol Clube.


Tudo foi feito com a conivência de Juvenal Juvêncio. Pra piorar a situação, Roberto Natel por muito tempo esteve cotado pra suceder Juvenal. Pela última hora, o ex-dirigente optou por Carlos Miguel, sem pensar que se transformaria no teu maior oponente. Natel seguiu na diretoria. Até que Aidar começou a atacar Juvenal. Ele se afastou da cúpula do clube em solidariedade a Juvêncio. A revolta de conselheiros com a denúncia pode até se transformar em um pedido de expulsão de Roberto Natel.


Fazer de vez uma luta no São Paulo. Só que isto não necessita ocorrer. O caso ser abafado. Tal como foi em dezembro, quando adeptos mais radicais de Juvenal falavam em impeachment de Aidar por sua ligação com Cinira. Os 2 lados nesta briga constrangedora não querem expulsões, impeachments. Buscam somente a humilhação alheia.

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Tudo começou no momento em que Carlos Augusto de Barros e Silva foi preterido por Aidar. E acusou Juvenal de ceder o cargo a Carlos Miguel por ele ter articulado pela justiça o contestado terceiro mandato do ex-presidente. Juvenal pensou muito a sério em dar a presidência a Roberto Natel. Todavia acabou optando por Carlos Miguel.


Quando a escolha foi feita, começaram a aparecer denúncias contra Aidar. A primeira é que ele neste instante teria acertado uma construtora que faria a 'modernização' do estádio, com direito à cobertura do Morumbi. Mesmo com a situação amarrando a eleição presidencial à votação do projeto de modernização do estádio, a manobra não deu direito.


Carlos Miguel ficou revoltado. Contudo sua ira cresceria demais no momento em que foi apresentado que sua filha, Mariana, era sua assessora presidencial. E bem como agente Fifa. A denúncia anônima era clara. O São Paulo tinha uma empresária de jogadores trabalhando com o presidente. Mariana abandonou o cargo. Aidar depois desabafaria. Aguardava que Juvenal defendesse tua filha publicamente. A conhecia desde garota. Não foi o que ocorreu. Foi no momento em que Aidar resolveu fazer algumas denúncias contra o ex-presidente. Pouco se importando que Juvêncio estivesse em pleno tratamento de câncer pela próstata.

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